Em um dia de sol,fiquei o dia todo a meditar:

Que proveito tira o homem
de todo o trabalho com que se afadiga debaixo do sol?
Uma geração passa, outra vem; mas a terra sempre subsiste.
O sol se levanta, o sol se põe;
apressa-se a voltar a seu lugar; em seguida, se levanta de novo.
O vento vai em direção ao sul, vai em direção ao norte,
volteia e gira nos mesmos circuítos.
Todos os rios se dirigem para o mar, e o mar não transborda.
Em direção ao mar, para onde correm os rios, eles continuam a correr.
Todas as coisas se afadigam, mais do que se pode dizer.
A vista não se farta de ver, o ouvido nunca se sacia de ouvir.
O que foi é o que será: o que acontece é o que há de acontecer.
Não há nada de novo debaixo do sol.
(Ecl 1,3-9)

Escrito por i Lud às 22h44
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