iludir !


                                     Minha Pequi

Minha pequi, minha tesão
Esmeralda do meu coração.

Meu prazer é te saborear,
O teu, deixar-se degustar.

Quero teu cheiro sentir,
A beleza de tua flor apreciar

Minha Pequi em variados pratos comer
E o âmago de tua fruta suavemente morder.

Bebericar-te como licor
Sentindo teu frescor.

Lambuzar-me de teu azeite
Ao receber teu aceite.

Fruta clara e carnuda,
Que de tão apetitosa
Lambo os beiços ao comer-te,
Tranqüilo quanto aos teus espinhos
Pois tua essência respeito
Ao mesmo tempo
que contigo me deleito.

Chegando ao ponto de não-retorno
Onde sei que sou eu teu bandeirante
Nestas terras de meu coração errante.

                                                       Ilud

 



 Escrito por i Lud às 19h06
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Que festa boa!  É a vida.

Mas já fazia um tempo e nada de bom pra beber.

O que havia bebido antes não era bom.

Fiquei com uma bela taça na mão,Mas vazia.

Até que avistei uma bela garrafa de vinho, que um garçom veio servir.

Adiantei-me com a taça

que em minhas mãos segurava,

Inclinei-a levemente,

Para melhor o vinho receber.

O vinho ao borbulhão nela entrava.

E do jeito que eu a tocava,

a taça, como que agradecida, notas cristalinas soltava.

Peguei entre meus dedos aquele conjunto sem igual:

taça translúcida e bem desenhada

Com vinho bem encorpado, celestial.

Levemente, mexi a taça, levando-a as minhas narinas.

e assim sentindo-lhe o buquê. 

 

Ao encostá-la em meus lábios  ficou-me sensação cristalina

do prazer salutar de tão harmonioso vinho degustar.

Que quanto mais eu bebo, vejo, a taça novamente se encher.

E aos borbulhões não canso de me saciar,

Junto com você que sorve de minha taça o mesmo vinho

que ficamos a desfrutar.

(do prazer de iLud, que está a amar.)

 

 



 Escrito por i Lud às 07h13
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 Escrito por i Lud às 01h08
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 Escrito por i Lud às 13h18
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 Escrito por i Lud às 12h24
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iLUDIR adverte: cuidado com as falsas depressões.



 Escrito por i Lud às 06h29
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iLUIDR pra você: nada melhor!



 Escrito por i Lud às 07h45
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 Escrito por i Lud às 19h59
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 Escrito por i Lud às 18h04
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No mundo que se liquefaz o que menos importa é o ser humano, apesar de ser ele o objeto que permeia os objetivos do consumismo imediato.

Hoje, não é mais o ser humano que se utiliza do dinheiro, mas o dinheiro que se utiliza do ser humano. Ou melhor: através dos seres humanos, conseguem os manipuladores do sistema mexer com o capital circulante, tendo como objetivo mor sua maior acumulação.

E a pessoa, qualquer ser humano, na ânsia de continuar consumindo, de poder consumir, na necessidade criada de ter de consumir, ou melhor, de viver na esperança de poder tudo consumir, de poder consumir os produtos de ponta, os mais modernos, os mais bonitos, os tops de linha, vão fazendo de tudo para atingir este objetivo. Mesmo que para isso ela mesma tenha de mudar. E por que não? Se a pessoa em si não importa, se o importante é a sua capacidade de "transmitir" dinheiro, de transferir capital?

Assim, não podendo atingir seus objetivos consumistas, vendo cada vez mais longe a possibilidade de atingir seus intentos, vendo seus desejos de consumo cada vez mais jogados fora, tanto os que possui, como os que gostaria de ter possuído, a pessoa se frustra. E, como o neo-modernismo diz; "você é livre para fazer o que quer", embuti nesta frase a sua conseqüência maior: "você é o único responsável por aquilo que consegue adquirir em sua vida". E não importa se sejam coisas materiais ou não. O importante é que sejam coisas de consumo, mesmo que espirituais.

Daí, a mudança básica em quem não está conseguindo "se realizar": mudar de religião. Largar a religião que fala de um futuro eterno por aquela religião imediata que fala de benefícios imediatos ("quero mais é ser feliz"). E para ser feliz imediatamente não importa como, mas que se atinja o objetivo da felicidade imediata.

Como felicidade não é uma forma de ser, mas um conseqüência de um processo, necessário se faz a permanente, estressante, constante "busca da felicidade", para que estes momentos de felicidade sejam cada vez mais numerosos e de intensidade maior. Assim, somente na vã esperança desta felicidade constante vão as pessoas levando a vida, e sentindo-se realizadas a medida que descartam, jogam ao lixo, aquilo que não está conduzindo a suposta felicidade como estado de espírito e como bem maior a ser atingido.

Nos dias de hoje, os valores morais não são mais basilares, a plataforma essencial de um cidadão é sua conta bancária, por onde se pode medir seus valores monetários, o que de fato é o importante em nossa sociedade líquida.

Caso esses "valores" monetários estejam constantemente no negativo, a sociedade moderna logo o descarta, ele não serve para o consumo. O próprio cidadão nota isso, e assim, ele mesmo "se descarta", abandonando valores, quais que sejam a sua natureza, jogando-os no lixo, afim de adequar sua nova "personalidade" a comunidade em que vive, e onde consome.

Não basta mudar seus valores religiosos, seus valores de família, readaptar seu caráter. Necessário se faz mudar a sua aparência, para que todos possam perceber que a pessoa mudou. Além do mais, essa mudança de aparência redunda em mais consumo: cabeleireiro, manicura, maquiagem, roupas novas, acessórios novos, celular novo, notebook, mp4, mp5, 6 e o que vier depois, ou que já está vindo ou veio. Se possível novo carro, novo modelo, mais caro, mais sofisticado. Caso este objetivo não possa ser alcançado de momento, pelo menos a "esperança" de que esta possibilidade existe.

Mas, as vezes, isso tudo não basta. A mudança de aparência tem de ser maior, mais determinante, mais chocante. Tem de ter um efeito imediato e mais efusivo. Então, recorre a pessoa a cirurgia plástica. Claro, o que é velho precisa ser, no mínimo, remodelado, up-grade, recauchutada, novo visual, alegria, felicidade... que nem sempre dar o resultado esperado. Mas qual o problema? Nova cirurgia, novos métodos, um cirurgião mais caro, uma técnica mais apurada, mais requintada, mas tudo que satisfaça a ânsia de gastar e a necessidade de "ser feliz".

E assim, a cada momento, e a cada momento mais, o homem se liquefaz, mas não o suficiente para ser líquido, apenas uma grande gosma.

 

 

 



 Escrito por i Lud às 02h39
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Irmalidade   

 

 

  

Do nada tudo se desfez.

O que não era bom ficou sem ser bom mesmo.

O amor, que volta e meia, tentou se apresentar,

Ausentou-se de vez.

A incompreensão tomou conta de suas mentes.

A irmandade se diz através da animalidade: irmalidade.

Fazendo inveja a Caim e Abel.

 

E eu, que só quis dar um apoio a quem ficaria só,

Acabei, mais uma vez expurgado, vomitado.

Eu sei, nunca fui bem digerido.

Talvez porque vocês nunca tiveram dentes bons em suas mentes

E saliva suficiente em seus corações.

Com amor, me deixo ir.

 

 



 Escrito por i Lud às 14h10
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 Escrito por i Lud às 03h25
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De novo, o novo.

 

Será o novo sempre o velho novo?

 

Não é esta a questão.

A questão é:

É o novo, para você,

o novo velho ou o velho novo?

 

Isso importa?

Creio que também não.

 

O fato não é torná-lo questionável,

O fato é sentir o novo velho.

E até o velho novo.

Quem sabe, de novo.

Sempre com muita alegria;

Pois sabê-lo ser um milagre.

 

Como se não se soubesse que o novo

É um velho conhecido...

                                               iLud

O que você achou? Te diz algo de novo? Comente 



 Escrito por i Lud às 13h08
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SE VOCÊ ACHA  QUE NÃO VAI ADIANTAR

SE VOCÊ ACHA EXAGERO SE TENTAR

SE VOCÊ PERDEU A CORAGEM DE INOVAR

ENTÃO , MEU FILHO,  VAI TOMAR

ÁGUA E SE REFRESCAR.

QUE NÓS AQUI VAI CONTINUAR

LUTANDO SEM PARAR

QUERENDO A CADA DIA RENOVAR

O QUE RAUL VEIO NOS ENSINAR.

AO MESTRE QUEREMOS HOMENAGIAR

E UM FERIADO DECRETAR,

PARA AQUELE QUE  VIVE A CANTAR

EM NOSSOS CORAÇÕES  A PULSAR.

PARA O FERIADO VAMOS VOTAR

E RAULZITO  RELEMBRAR

NÃO ESQUEÇA DE COMENTAR

PARA ESTE SONHO REALIZAR

TOCA RAUL!!!!!!!!!!!!!!!!!!

                                iLud



 Escrito por i Lud às 02h38
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Infinito Limite

ao longe nao consigo delinear o limite do horizonte

De perto, eis que um novo horizonte renasce,

tornando o limite inatingivel, e o infinito paupavel.

                                                                    iLud



 Escrito por i Lud às 15h30
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